Está rolando, todos os ateliês abertos muitos deles com oficinas e programações especiais para o evento que este ano faz 10 anos e se inspira no próprio bairro na comemoração.



Pau Brasil é um espaço que celebra a brasilidade em diversas esferas de expressão com o mesmo pensamento aberto e olhar atento. Queremos falar com aquela pessoa interessada em expressar criativamente sua personalidade utilizando recursos artísticos e elementos por vezes inspirados em nosso inesgotável repertório popular, natural, cultural...
Está rolando, todos os ateliês abertos muitos deles com oficinas e programações especiais para o evento que este ano faz 10 anos e se inspira no próprio bairro na comemoração.



Iemanjá, que é dona do cais, dos saveiros, da vida deles todos, tem cinco nomes.
Cinco nomes doces que todo mundo sabe. Ela se chama Iemanjá, sempre foi chamada assim e esse é seu verdadeiro nome, de dona das águas, de senhora dos oceanos.
No entanto os canoeiros amam chamá-la de Dona Janaína, e os pretos, que são seus filhos mais diletos, que dançam para ela e mais que todos a temem, a chamam de Inaê, com devoção, ou fazem suas súplicas à Princesa de Aiocá, rainha dessas terras misteriosas que se escondem na linha azul que as separa de outras terras.
Porém, as mulheres do cais, que são simples e valentes… as mulheres da vida, as mulheres casadas, as moças que esperam noivos, a tratam de Dona Maria, que Maria é um nome bonito, é mesmo o mais bonito de todos, o mais venerado, e assim dão a Iemanjá como um presente, como se lhe levassem uma caixa de sabonetes à sua pedra no Dique.

A Feira da Vila Madalena é um dos eventos de rua mais tradicionais de São Paulo. Devido ao seu grande sucesso junto ao público, surgiu o "Noel na Vila – Madalena vai às compras", uma edição natalina da feira de artes desse bairro tão famoso por seu caráter cultural e artístico.
O evento acontece tradicionalmente na primeira quinzena de dezembro e nestes anos todos já atraiu, ao todo, mais de 250 mil pessoas.
O objetivo é oferecer ao público um dia de lazer e compras ao ar livre, ao mesmo tempo em que concede ao artista local uma agradável oportunidade de apresentar suas peças aos visitantes.
Em 2011 comemoraremos 10 anos de Noel da Vila. Além dos expositores de arte e alimentação, o Papai e Mamãe Noel devem aparecer por lá, para alegrar as crianças, garantindo um domingo de muita diversão e alegria.







A loja toda com descontos imperdíveis! Descontos de até 50%. Minha Mãe
Vinicius de Moraes
Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Tenho medo da vida, minha mãe.
Canta a doce cantiga que cantavas
Quando eu corria doido ao teu regaço
Com medo dos fantasmas do telhado.
Nina o meu sono cheio de inquietude
Batendo de levinho no meu braço
Que estou com muito medo, minha mãe.
Repousa a luz amiga dos teus olhos
Nos meus olhos sem luz e sem repouso
Dize à dor que me espera eternamente
Para ir embora. Expulsa a angústia imensa
Do meu ser que não quer e que não pode
Dá-me um beijo na fonte dolorida
Que ela arde de febre, minha mãe.
Aninha-me em teu colo como outrora
Dize-me bem baixo assim: — Filho, não temas
Dorme em sossego, que tua mãe não dorme.
Dorme. Os que de há muito te esperavam
Cansados já se foram para longe.
Perto de ti está tua mãezinha
Teu irmão. que o estudo adormeceu
Tuas irmãs pisando de levinho
Para não despertar o sono teu.
Dorme, meu filho, dorme no meu peito
Sonha a felicidade. Velo eu
Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Me apavora a renúncia. Dize que eu fique
Afugenta este espaço que me prende
Afugenta o infinito que me chama
Que eu estou com muito medo, minha mãe.
O poema acima foi extraído do livro "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 186
